Depois do Carnaval, o Que Sobra de Verdade?

A Ilusão da Festa

Em um lindo dia de verão, um homem, enquanto trabalhava, começou a se programar para uma grande festa no final de semana. Essa não era uma festa qualquer—era uma das maiores do país, amplamente comemorada por muitos.

Sem conhecer o real significado dessas festividades, ele se entregava completamente a elas, participando de tudo o que envolvia exageros e comportamentos obscenos. No entanto, a verdadeira razão por trás de sua presença ali não era a diversão, mas o medo da solidão. Ele sentia a necessidade de estar cercado pelos colegas de trabalho e pelos vizinhos que também comemoravam, buscando um senso de pertencimento.

O que ninguém sabia era que, quando as luzes se apagavam, as lantejoulas coloridas caíam da roupa, o brilho da purpurina desaparecia do rosto e a orgia chegava ao fim, aquele homem se sentia triste, solitário e sem forças até mesmo para trabalhar.

O vazio em seu coração continuava inexplicável. Ele tentava encontrar amor e alegria nesses dias de festa, mas, ao final de tudo, só encontrava um vazio ainda maior do que antes. Mal sabia ele que o único que poderia preencher esse espaço era Deus”.

Como está escrito na Bíblia, em João 3:16:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Foto por Luis Fernandes em Pexels.com

A festa pagã

Embora essa história seja fictícia, ela reflete a realidade de milhares de pessoas que celebram o Carnaval sem conhecer sua origem.

O Carnaval tem raízes pagãs, remontando à Antiguidade, na Mesopotâmia, Grécia e Roma. A palavra “Carnaval” vem do latim Carnis levale, que significa “retirar a carne” ou “adeus à carne”. Esse conceito estava associado ao período de jejum da Quaresma, os quarenta dias que antecedem a Páscoa.

Os três dias anteriores à Quarta-feira de Cinzas eram dedicados a festas, desfiles e folias populares. A Igreja Católica estabeleceu a Quaresma como um tempo de abstinência e purificação, e, para compensar esse período, as pessoas passaram a se despedir dos prazeres mundanos de forma exagerada durante o Carnaval.

O verdadeiro significado do Carnaval, portanto, é a “festa da carne”. No entanto, a Bíblia ensina que a carne e o espírito estão em constante conflito:

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” (Gálatas 5:16-17)

Imagem de SUGEY OJEDA por Pixabay

Uma Alegria Passageira e uma Religião Superficial

O conceito do Carnaval sugere que, durante esses dias, tudo é permitido—excessos, erros e comportamentos descontrolados—porque, nas semanas seguintes, haverá um período de “purificação”. Essa ideia, no entanto, reflete uma religiosidade superficial, baseada apenas em rituais e não em uma verdadeira transformação de vida.

A Bíblia adverte sobre a necessidade de fugir da impureza:

“Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Coríntios 6:18-19)

A verdadeira alegria e felicidade não vêm de festas mundanas ou de um período de jejum após dias de excessos. O vazio do coração só pode ser preenchido pela presença do Espírito de Deus.

A Reflexão de Um Louvor

Jesus sempre nos amou e nos oferece uma alegria que não depende de festas passageiras.

Foto de Tima Miroshnichenko: pexels.com

Um louvor do cantor cristão Paulo César Baruk chamado: “Cinza Quarta, E Agora?” Expressa bem essa realidade:

E agora que acabou o carnaval?
E agora que a tristeza é sem igual?
E agora, o que você vai fazer.
Para alegria comparecer desfilando na avenida do teu ser?

“E agora, como é que vai ficar?
Se o pandeiro não mais tocar, o que vai te alegrar?

“Sabe lá por onde andou e o que viveu.
Só Deus sabe quais caminhos você percorreu.

“Volta, há tempo. Volta, vem correndo para os braços de quem sempre te amou! Jesus sempre te amou!”

A Verdadeira Liberdade em Cristo

Com Cristo, temos liberdade para celebrar aquilo que agrada a Deus. Ele nos chamou para sermos livres, mas essa liberdade não deve ser usada para alimentar os desejos da carne. Como diz a Bíblia:

“Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor.” (Gálatas 5:13)

As celebrações mencionadas na Bíblia tinham um propósito claro: exaltar e glorificar a Deus. Durante essas festividades, havia alegria, instrumentos musicais e danças, mas sempre com respeito e santidade.

Assim também podemos viver hoje: celebrando com um coração cheio da verdadeira alegria que vem do Senhor, e não de prazeres momentâneos que deixam apenas um vazio.


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